Cinderela sem Sapatos...


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Mãe...

Minha amada mae Leny.

Do seu ventre nasce o amor,
a vida,
a luta,
a dedicação.

Do seu coração nasce a sabedoria,
a harmonia,
a estima,
a crença,

Da sua vontade nasce o estimulo,
o ensinamento,
a educação,
o respeito.

Da sua experiência nasce a força,
a compreensão,
o apoio,
a abdicação.

Com você, a vida faz sentido.
Sem você, a  vida faz memoria.
Por  você,  a  vida se faz em mim.



Feliz Dia das Mães!





quinta-feira, 10 de maio de 2012

Harmonia...



Sonora, ouço-te:
e o sentir é leve,
como notas flutuantes.

É a pauta da alma,
sem rabiscos, citada,
doce.

É devaneio visível,
sem anjos,
humana.

É emoção contida,
ritmada,
jamais vaga.

É dom infinito,
peculiar aos
ternos.

Emudeço

Photo prise à Pelotas le 7 septembre 2007 (© Eduardo Amorim / Flickr)


No silencio da tarde:
e o seu céu rubro
forte e cálido.

Nas arvores aéreas,
robustas, cansadas do
dia.

Nos raios de luzes,
entrelaçados nas folhas
calmas do crepúsculo.

No desejo célere
de um momento inesquecível,
puro e singelo.

E na certeza que existo,
leve, nessa breve
sensação de vida...


terça-feira, 8 de maio de 2012

Anseio


Image by Milton Long (facebook 2012)
Nunca soube falar de amor
tão pouco o escrevo,decifro, explico, declaro
por vez, o sinto
talvez, estranha
saudosa
sem entender porque o amor é triste
as vezes alegre, impulsivo, ardente
nunca feliz...
Penso que amor é o preludio de algo
que vai acontecer...
chega inesperado e interrompe,
deixando a vida em pausa...

Ou seria isso paixão?
Essa, que caça nosso coração,
liberta a irracionalidade,
ilude e envolve...
Amor, paixão... Sentir e descobri-los
sem palavras.

domingo, 6 de maio de 2012

Gotas da lua...



A lua lançou gotas de ouro
Do outro lado da floresta e campina,
Bem perto da minha casa...
Que bela noite!
A beleza dourada dançou no meu quarto
Como pirilampos, sutis, perseguindo o escuro...
O Criador se aproximou e gentilmente retocou a lua
Espalhando seu brilho para todos os lados,
Enquanto cada margarida de verão e esvoaçantes mariposas
Olhavam-a orgulhosas em tom de dourado
A vida brilhava e corujas exclamavam com pios,
A gloria que elas presenciavam!
O uivo do lobo encantou ainda mais a noite
Como arrepios de surpresa e prazer
A madrugada esmureceu com a neblina
E as criaturas da noite fizeram seus rituais
E adormeceram cintiladas pela lua cheia.






sábado, 5 de maio de 2012

Meu Fado...

Cantora de fado Mariza

Trago-o no peito desordeiro
Onde o sinto como sangue
Que nas veias corre...
Nele, choro pela vida
O amor que se foi,
O amor que ficou,
A dor que estraçalha, nele , vive...
Meu fado não me deixar esquecer quem sou!
Nele, sou mãe dos filhos que não tenho
Sou mulher da vida, da casa, direita e santa
Sou amante dos que me amam, e dos que me odeiam
Sou gume, sou pena, sou seda, sou fogo
Trago-o na poesia...
Com pranto, com saudade do meu mais amado
Nele, juro insensatez
Nele, morro e renasço
Nele, sinto o vento como lamina
Nele, grito alto minha aventura
Nele, luto, teimo, insisto
Sem ele não existo...
Com ele enraízo.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Não quero sua amizade

Image by Blasius Erlinger/Zela/Corbis


Nada mais adianta, se perdi seu amor
Palavras não fazem nenhum sentido
Nem opiniões, ou a sua tal amizade?
Que não quero ter...
Nada mais adianta, se não tenho seu carinho,
Se não posso mais te beijar
Ou abraçar você...
Nada mais adianta, se perdi seu sorriso,
Se não durmo mais com você...
É perda de tempo me enganar
Com essa tal amizade que você diz querer
Que não quero ter...
Sem viver o hoje, o amor não existe,
A amizade é falsa
E de aparências, não quero viver
Nada mais adianta, prefiro sofrer
A única verdade é que não queria ter perdido você...




Manhã fria...

Image by Wn.com_Le_Loup_Le_Loup




Sonora, brilhante bate `a janela.
Deixo- a entrar sem receios,desejando esse dia.
Suspiro alegria dos sonhos cálidos...
Ainda sinto teu cheiro que vivi em devaneios no escuro.
Desperto e realizo o nascer do sol,e você continua balizando nessa silhueta...
Só quero dizer bom dia!
Pele fresca, batidas calmas e o frescor do amor perdura no ar...
Tudo é claro nesse acordar instigante!
Manhã que abeirar-se, trazendo a vida...
Faz-me sorrir e sentir os tremores da noite
consolar meu dia!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Chuva Fria

Image young-lovers-under the rain by Cao Yong


Cada gota que cai
toca-me em seda,
escorrendo meus sentimentos,
deixando-me despedia,
leve, arrepiada,
sem pecado, apenas úmida...
Cheiro de cedro... Deito-me
na poça fria, no leito escorregadiço
sobre o lençol de agua gélida
que desemboca no teu corpo...
Suspiros trovão,
Gemidos enevoam,
Pingos batem,
Folhas osculam,
Ventos colidem,
A chuva cai freneticamente...
Nada mais ouvimos.

 

sábado, 28 de abril de 2012

Amor de Mical

photo by Theresa on Hibiscus,2012
Amar sem consciência é antecipar o luto
Assim te quis, sem fronteiras
E encontrei a treva
Pobre amor, tão lindo foi!
Assim te quis, com fé
E encontrei o abismo
Que confundi com felicidade!
Na arrogância, feri
Na indiferença, vinguei
Na alegria, surtei
No fim, chorei
Na coragem, aprendi
E nunca mais, assim quis...
Ainda espero o meu amor,
Encontrar!

(nota: Mical foi a primeira mulher do Rei David e ela o amava de forma rude)


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Alma


Imagem Espinho do blog coisas de mim

Incontida...
dor fecundada da angustia
que sucumbe a paz
ar seco , rouca fala
no cativo infinito
da vida...

grito canino, proibido
de cão danado
amordaçado
sabor de cactos
aprisionado

apetece sem vitória
o medo da cobiça
no fundo da alma
cão não tem alma...
mas sente a dor dos espinhos

do cactos, da unha no peito
encarnada com apetite
de ferir...
de tirar o auguro
que ainda resta...








Ledice na Nuvem

No seu colo adormeço misteriosamente
Envolvo-me nas suas formas desenfronhadas
No meu sonho tento fazer sentido, mas flutuo
De um ar ao outro, nessa altura imensa!
Vejo-me nos seus bancos vazios, mas perfeitos
Nem medo de cair tenho; envolvo-me por inteira
Como uma ave fulgurada, acredito voar
Nuvem, tu me amparas nesse devaneio
Nua nuvem, despida no seu colo adormeço
Grinalda enfumaçada, branca luz irradiada
Durmo cega e quieta na minha ilusão
Nem o calor do sol me aquece
Nem as gotas d’agua me molham
Nem o sopro dos ventos ouço
Nem o olhar da lua me inibe
Numa quimera de jovialidade durmo
Nem mais quero descer do seu colo
Quero nesse colo, dormir eternamente.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Espelho quebrado



Mulher no Espelho- Pablo Picasso 1932
Efígie reflete sobre a luz fosca do quarto de parades migalhadas
Estilhaços[seus] eclodem
...assim como o medo
 à alma gelada
Olhos apertados, peito ofegante
...assim como a paixão
`a razão
Mãos úmidas, trêmulas, boca seca
...assim como a angustia
`a serenidade
Corpo em chamas, prazer infindo
... assim como o amor
`a alucinação
Na psicose dessa ilusão
você me aborda 
...assim como a loucura
Eu me rendo
`a aprisionar-me pela frigidez...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Noiva...

                          
                              Densa e leve  arrasta seu véu                
 Com a expectativa do sonho
 Que ainda não foi realizado
 Alegre sim, dizem!
 Sentimentos atormentam-a...
 Densa e leve arrasta seu véu
 A caminhada é longa, o véu pesado...
              Como cheguei aqui, pergunta-se?             
 Amei muito até chegar aqui
 Não amo mais, pergunta-se?
 Densa e leve arrasta seu véu
 Estou feliz, pergunta-se?
 Fugir não, pensam!
 Olhando a porta, desfila...
 Imaginando a fuga, ainda menina
 Que hoje se torna  mulher...
 Contemplando, continua
 A fuga fraca rendada de medo...
 As flores assustam!
 Não me sinto como elas
 Frescas e belas, pensa
 Sinto-me mórbida, febril
 Indecisa, o véu pesa cansado
 Chega ao altar dourado do fim
 Sim aceito... Diz
 Covarde é, morrer me resta!

Maciezas da vida



 
Calor insinuante[que]
  Sua língua delicadamente produz
  Arrepiada de branduras
  Entrego-me totalmente a você
  Perdida de paixão, tesa, louca
  Deixo de existir!
  Brado...
  Sinto você crescer dentro de mim
  Seu beijo me rouba a realidade
  Sua força me comanda e domina
  Sou apenas uma mulher amada,
  Descabelada, pronunciada, sua
  Corpo que deliria, palavras improprias,
  Apropriadas agora, ouço-as 
  Você me faz toar
  Você me busca, gozo
  Eu sinto muito...
  Muito, seu gosto, seu prazer...
  Eu sinto muito!
  Preciso voltar pra casa, amor!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Homem Paulo Pereira


P ensamentos tímidos, sensíveis na sua
A nalogia de uma vida angolana harmonizada,
Ú nica, metrificada, musical,
L ongínqua, latente, lusa.
O nipresente no coração de uma mulher...

P ersistente, pertinaz, quase puro...
E xplica-se entrelinha para discernir o amor.
R elutante, voa com asas gaivoteais,
E sperando o porto, o pouso?
I rradia todos os momentos com
R espeito e carinho,
A nalisando, sopesando suas palavras...
                                                                No meu mundo!


( Querido amigo, assim te vejo )