Cinderela sem Sapatos...


sábado, 19 de novembro de 2011

Gosto Tântrico



Pétalas de rosas e pungentes ervas
Eu planto milhões para você
Não importa as condições da
Terra, ventos e mares...
Não importa onde a eternidade me trouxe
Por você eu vivo milhões de vidas
Cometo milhões de erros
Digo milhões de mentiras
Por você, meu amor
Eu sou livre
Por você, meu amor tântrico
Eu renasço

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Amor Ardil





Harmônico corpo nu
Forte aroma atordoante
Que veste meu desejo
Que me deixa ignomínia
Entrego-me como uma ave
Solta no vento da loucura
Voando sem rumo
Perdida de amor
Esvoaçante de paixão...
Perco equilíbrio
Na tua haste
Onde declino em fogo
E pouso com fúria
Quase histérica
Quase insana
Quase em virtude
Quase santa...
Completa em delírio
Minto ser feliz
Minto ser tua
E sonho nos teus encantos
Sou apenas um anjo
Sou apenas uma mulher
Devorando o teu pecado...

Pérola

Ao teu encontro...
Atravesso as estradas,
calmas e duradouras.
Por instantes sinto perfeição,
perfeição da vida.
Mas é apenas por instantes, amiga!
Quando me lembro da volta,
insanas e duradouras.
Por instantes sinto imperfeição,
imperfeição da vida.
Mas não é apenas por instantes, amiga!
A ida, a volta é incógnita da vida,
desde criança vou,
desde criança volto.
E você,aqui, está na minha vinda,
na minha volta, amiga!
Que seria sem ti?
Que seria sem as estradas?
Que seria sem os instantes da vida?
Que seria, amiga?
Que seria se nunca mais voltou?

domingo, 6 de novembro de 2011

Quartz 11.11.11.



Parábolas que perambulam dentro de mim
Expressões da vida formam cristais variados
Existências modificam-se pela consciência
Dos vivos e ancestrais mestres das energias
O mundo se encontra no penhasco cravado
Derramado de pedras ocultas e treze cristais
Conhecimentos desconhecidos dos espíritos
Histórias misteriosas vieram de longe
Esclarecer nossa existência quase exígua
Esperanças invadem o medo esférico
Desencadeando o divino que ainda aspiramos
Ásperos caminhos e amores rudes
Almas alagadas de lama e dor
Catástrofes da mãe terra conspurcam
Aquém devemos perdão
Aquém devemos reparos
                                                                                                         
  De quem, talvez 
Receberemos abrando
       Receberemos discernimento ?
  

No dia 11-11-11, oficialmente entramos na Era de Aquários. Era marcada pelo re-despertar do Sagrado Feminino e o despertar da Consciência. É dito que nesse momento que estamos vivendo, as mulheres irão resgatar seu poder e curar toda a humanidade e o planeta Terra.
  

sábado, 5 de novembro de 2011

LEVEZA

Sinto uma enorme vontade de entrar
por esse céu adentro
Entrelaçar-me as nuvens e voar infinitamente
Gritar seu nome como uma tola criança
Desenhar seu rosto aos sopros
E amar, amar, amar!
Dar voos rasantes e roubar-lhe um beijo
Sinto o calor no ar, aroma seu, levo
Para bem alto as nuvens e colo no seu rosto
Que soprei entre as nuvens esfumaçadas
Deixei um sorriso lá em cima
Ecoando a minha alegria por amar você
Agora, o vento grita seu nome por mim
Perco forças e volto aos seus braços
E nunca mais deixo você...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Torres quase humanas



      Aéreas irritadiças por medo
     Os ventos as espetam como agulhas
     Os ventos  as cortam com sanha
     Ápices famélicos dos divos
     Esfinges pontiagudas sem alma
     Lamentam os miseráveis que choram
     Lúdicos metais brilhantes, luzes
     Imponentes aos céus dos tolos
     Impotentes  aos céus dos meigos
     Torres tórridas gigantescas, essas
     Histéricas vertigens humanas...
     Caos místicos dos tiranos
     De Corações sanguíneos
     Esses Semideuses cegos
     Ignorados acuados sãos
     Ignoram acuam como pago
     Infames mendigos de amor
     Morrem idolatrando seu Deus
    Carbonizam-se no óleo divino!


Onze de Setembro !









domingo, 16 de outubro de 2011

Dia de Sol, de céu azul...


Sinto saudades do seu amor
Do seu toque de seda na pele
Da sua boca doce e ardente
Do seu peito batendo forte
E soando ecos de excitação
Seu corpo atordoado pelo meu
Embaralhados nos lençóis
Esse gosto fértil e alegre
Dos nossos abraços fortes
Das nossas brincadeiras
Rindo sensualidade
Sinto saudades!
Das malas cheias e apressadas
Dos recantos eterno e só nossos
Do visgo do beijo a cada mordida
A cada novidade
A cada cumplicidade
A cada historia
Do tesão pela vida
Sinto saudades!
Andamos léguas
Pisamos fundo
Cortamos caminhos
Perdemos o rotim...
Hoje restou a saudade
Marcada pelas lembranças
Da nossa amotinada paixão!

Image by Romantic sunset invitation © Dragan Trifunovic








sábado, 15 de outubro de 2011

Eco

Liberto no infinito
Despido sem medos
Ecoa da alma aflita
Onde a busca perdura
Rígido abismo
Escuta o eco que grita
Fita, imóvel fica
Alma essa, persistente
Rígida penedia importuna
Escuta o eco que grita
A simetria célere
Do vento leso da vida
A mágoa ressoou da colina
E esvaeceu aos altos
Moldou-se na humildade
E por lá se findou...
Sonoro eco, esse
Grita no infinito.

Imagem by Berussa

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Brisa Suada









Leve, suave,
Flutuante chega
À noite
Espero-te tola
Cega de amor
Calor que sinto
Subindo ao poucos
Queima-me
Ah, como é bom ser tola!
Roce, tope e  me ateei...
Beijos colidem
Sonoros e cingidos
Tolices e prazeres
Ah, como é bom ser tua!
Esqueci-me do dia
Sinto a carícia da noite
Nas tuas mãos
O que deseja de mim?
Só  tenho afagos em mim!
A brisa passa e estarei aqui
Esperando-te singela

Não sei até quando... Amor!

Imagem: desconheço origem

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Breu


Teus olhos cabisbaixos feriram
O brilho era apenas uma lamina
Silenciosamente cortante
Abrindo chagas rebeladas
Perdi teu calor
Sorristes por fora
Como o sol despido da chuva
Busquei teus lábios
Amargos e ferinos
Tremiam descontes, mas sorriam
Marfim pérfido, ébano leonino
Breu na alma praguejou
Toda aquela infâmia farejou
Como os demônios pirilampos
Desse breu sucumbindo de dor
Caga-lumes sem vida
Beleza luzida na escuridão morta
Que foi teu amor.

domingo, 24 de julho de 2011

Para Amy




Rabisco a vida com talento e tintas foscas
Fazendo lacas sombrias de muito sofrer
Pelo luto da constante e inesperada felicidade
Essa, porém, uma viajante desconformada
Que às vezes persevera e fica, mas não se demora
Pena fina e móvel desdenha meu assentimento
Agora ou nunca, volte; espero-te senhora
Ouso-me sofrer, pois evoluo este ser, mas faceio sorrir
Não custa- me sentir!
Brilhei um dia, brilho no saguão agora, volte
Bela dona, felícia!
Onde, de verdade, moras?
Ventura porta; quero abrir-te
Mesmo que lerdeia minha mortiça alegria
Ouso-me sofrer, pois evoluo este ser, mas faceio sorrir
Nem mascaras, nem amigas se aventuram a minha porta
Então me dou o direito de ser quem sou
Não de mim, estimam mais, elas
Amigas se dizem, mulheres timoratas são
Meus pés picados por esse veneno roubou meu vulto jocoso e
Minha voz, ainda alta, deixa o “blue” alegar por mim...





























sábado, 9 de julho de 2011

Açoito nas Asas



Voejando serena contra o vento
Desafiando o tufão que abala a espuma
Asas débeis assim vistas da terra
É força determinada na natureza
Sem medo ou insensatez, voa e voa
Atinge a calma da brisa acima lenta
Que o navio pesado do homem navega
Gastado e amedrontado na labuta do curso
O capitão no tombadilho observa descrente
O vento mortificante e lastima as aves
Com açoito, a gaivota corta a fúria lufada!
Como uma prece ao soberano,
Aclama!
Voa, voa gaivota além às nuvens cinzadas
Anseia a paz além às vicissitudes...
Num impulso divino inquestionável...
Ensina-nos voar com asas gaivoteais
Para que ao porto seguro ancoremos.

Dedico ao meu querido amigo Paulo Pereira.





domingo, 26 de junho de 2011

Fardo do Rio


Desdobrando-se pelas encostas e ribeiras
De monte a monte, pedras roladas
Plantas prezadas no seu fio deslizante
Suavemente te sinto...

Sento-me às suas margens tarjas
Ouço sua harmonia
Entre pirilampos e arvoredos
Sinto-me aliciada por suas aguas
Fantasmais...

Homem e rio ocultam segredos
Fundidos no fundo do leito calado
Lavados e coruscados jamais
`A luz da memoria...

Correndo pelos pastos, ruas e casas
Cego e transparente pêndulo da ponte
Desemboca na força da natureza
Com fúria grandiosa onipotente

Por fim, aclama-se em arroios
Lagos torrentes e berços de praias
Nas cachoeiras caídas da alma
Ouço sua ária de paz...












sexta-feira, 24 de junho de 2011

Vazio

Conheço todas as suas reentrâncias
No vão da mente onde se esconde
Penumbra que invade a alma
Libando-se como parasitas
Que envelhecem a alegria
Alegria essa, roubastes
Tirastes o fôlego ingênuo
Como um vento eloquente
De um coração famélico
Coração esse, roubastes
Sonhava ter fé, esse coração
Acreditava que tal fé existisse!
No fundo dessa cova funda
Perduras vazio
Fecundo de mentiras e minhocas
Molhado de orvalho guardado
Cada dia mais cavo e embriagado
Na lama oca da morte
Invisível à luz da vida
Fugido por uma voz suplicante
Levanta-te da morte!
Ainda não te mereces
Nem menos te queres
Não hoje, nem hoje
Talvez outro dia!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Alpendre



Photo by  Nelson Fe 
Suspenso aos poderes da lua na noite fria
Na casa de esquina amávamos as escondidas
Relentos aos suspiros do medo e da ousadia
Inusitados aos olhos alheios que não nos viam
Porem, nós os víamos no prazer da agonia
Contávamos os minutos dos delírios jurados
Dos sorrisos e arrepios de almas desmesuradas

Amor, ainda te busco quando no alpendre!
Recordando suas caricias em silenciosos soluços
Na noite fria que restou da nossa magia
Na emoção que transcursou os dias da vida...
Mentindo segui, pois jamais voltastes a pisar
No telheiro da nossa moradia inesquecível
Que perdeu a ousadia e o poder da lua cheia
Mingou-se em nuvens escassas e passageiras
Mas na memoria, a evidência da paixão exaltou
Nunca deixei de te amar e aqui na penumbra,sonho
Sensata do quanto me amastes e quisestes
Do quanto me fizestes tua, sem nunca enganar-me
Do quanto chorastes ao perder-me

Amor, ainda te busco quando no alpendre!







segunda-feira, 13 de junho de 2011

Homenagem ao poeta Fernando Pessoa

Fuga de Vate


Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
 (Fernando Pessoa,ABDICAÇÃO 1913)
Já nem sei mais onde estou, porém perdida,
Sei que não estou, ainda, sinto teu afago
Nas palavras rocas no teu peito ouço.

Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
Não quero dormir e perder teu olhar
Que me invade com tortura santificada
Onde nua, sou pura e musa do teu amor.


Chamo-te de amigo, ó luz eterna, sem teus braços
Vigilando o ponto correr desfreado, agora perdida,
Se que sou, anunciada de anseios pela tua poesia.


Fingindo-me segura aos olhos, enleios de fora
Quero dormir e sonhar com teu olhar bardo
Despindo-me com delírios, ó noite eterna.